Claude com Credenciais de API: Assinatura por Chat para Empresas e Integradores

A conta pessoal resolve o caso de quem assina meia dúzia de contratos por mês. Uma empresa tem outras perguntas: quem da equipe pode disparar um envio, como testar sem gastar cota real, como o que a Claude faz aparece no sistema que já existe, e onde fica a trilha para auditoria. É para isso que existe o segundo caminho de conexão: Claude com credenciais de API — as mesmas credenciais que a sua integração REST usa, com ambiente de homologação, as 24 ferramentas do servidor MCP e webhooks continuando a chegar no seu sistema.

Este guia é para o CTO, o gestor de operações ou o integrador que quer colocar a Claude no dia a dia de uma equipe sem abrir mão de governança. Se você é pessoa física, o caminho mais curto é conectar a Claude à sua conta; se você quer entender a camada MCP de forma geral, comece por Servidor MCP.

Dois modos, uma decisão simples

Conta pessoal (pessoa física) Credencial de API (pessoa jurídica)
Quem entraO titular, com login do aplicativoQualquer pessoa ou agente com a credencial
Ambiente de testeNão — já é produçãoSim: homologação (sandbox) gratuita, biometria simulada, dados por 7 dias
Ferramentas13 (sem listagem, sem webhooks)24, incluindo listar sessões e transações e gerenciar webhooks
CotaA do plano do app (Grátis = 5 docs/mês)A do plano sob medida da credencial
Evidências e webhooksPor pedido, no chatChegam ao seu sistema como em qualquer integração
SetupConector remoto, sem instalarPlugin do Claude Code, extensão .mcpb ou conector com credencial

A regra de bolso: se o envio precisa aparecer em um sistema da empresa (CRM, ERP, pasta do cliente) ou ser feito por mais de uma pessoa, é credencial de API.

Antes de conectar: credencial e ambiente

Crie a credencial em app.signdocs.com.br → API. O processo, com o par Client ID e Client Secret e o fluxo OAuth2 por trás, está descrito em como obter credenciais. Duas decisões importam desde o primeiro dia:

  • Comece em homologação. O endpoint hospedado de homologação é https://mcp-hml.signdocs.com.br/mcp; o de produção, https://mcp.signdocs.com.br/mcp. Em homologação nada tem efeito jurídico, a biometria é simulada e os dados expiram em 7 dias — ideal para a equipe aprender o que pedir e para você ver o que chega nos webhooks. Detalhes em ambiente de homologação.
  • Uma credencial por equipe ou por ambiente. A cota, a trilha e os webhooks são por credencial. Dar à equipe comercial e ao financeiro credenciais separadas é o que permite saber depois quem enviou o quê e desligar um acesso sem afetar o outro.

O acesso à API em produção é um plano dimensionado com o time comercial; o sandbox é gratuito e não exige cartão.

Três formas de conectar com credencial

Claude Code: plugin oficial (endpoint hospedado)

/plugin marketplace add signdocsbrasil/signdocs-mcp-plugin /plugin install signdocs-brasil@signdocs-brasil /plugin enable signdocs-brasil

Ao habilitar, o plugin pede Client ID, Client Secret e a URL do endpoint (o padrão é homologação; troque para produção quando for a hora). O segredo fica no chaveiro do sistema operacional, e nada roda localmente: o plugin fala com o endpoint hospedado.

Claude Desktop: extensão .mcpb (roda localmente)

Baixe a extensão nas Releases do plugin no GitHub, dê duplo-clique e informe as credenciais. Ela executa o servidor @signdocs-brasil/mcp-server na máquina do usuário via stdio. É a escolha de quem prefere que as credenciais não saiam do desktop.

Conector remoto com credencial (claude.ai e outros clientes)

O endpoint hospedado aceita as credenciais no cabeçalho de autorização — Authorization: Basic com clientId:clientSecret, ou um token Bearer obtido em /oauth2/token — e o ambiente por sessão em X-SignDocs-Environment: hml|production. É o mesmo mecanismo usado para passar o servidor no parâmetro mcp_servers da Messages API quando você constrói um agente próprio. Só a Claude é testada e suportada; outros clientes conectam pelo padrão aberto MCP.

Rodar você mesmo (stdio)

claude mcp add signdocs \ -e SIGNDOCS_CLIENT_ID=seu_client_id \ -e SIGNDOCS_CLIENT_SECRET=seu_client_secret \ -e SIGNDOCS_ENVIRONMENT=hml \ -- npx -y @signdocs-brasil/mcp-server

Mesmas ferramentas, mas o servidor roda na sua máquina (exige Node.js). Útil para redes restritas ou builds customizados.

As 24 ferramentas e o que cada grupo faz

Grupo O que a equipe pede Sensível?
Sessões de assinaturaCriar sessão para um signatário, consultar status, listar por status, reenviar o código OTP, cancelarCriar e cancelar: sim
EnvelopesCriar envelope paralelo ou sequencial, adicionar signatários, consultar, obter o PDF carimbado combinado, cancelarCriar, adicionar e cancelar: sim
DocumentosLink de upload, anexar a uma transação, baixar o assinadoNão
TransaçõesListar e buscar, detalhar, cancelarCancelar: sim
Evidências e verificaçãoObter a evidência (.p7m), verificar evidência e envelope no verificador público, detectar assinaturas em um PDFDetectar assinaturas: consome cota
WebhooksRegistrar, listar, testar e removerRegistrar e remover: sim

"Sensível" significa que a ferramenta carrega a anotação de efeito destrutivo ou vinculante do protocolo MCP e um aviso na própria descrição. Clientes compatíveis, como a Claude, pedem confirmação humana antes de executá-la. Revise a configuração de aprovação automática do cliente que a sua equipe usa: a anotação é uma dica ao cliente, não um bloqueio no servidor.

Dois itens ainda não estão no catálogo: Sessões de Confiança e o reenvio do convite (resend-invite). Ambos existem na API REST e entram no servidor quando o SDK oficial os expuser.

Onde a confirmação humana acontece

Vale desenhar o fluxo de um envio feito por uma analista da equipe comercial, porque ele mostra onde cada controle mora:

  1. A analista pede: "envia a proposta em anexo para o cliente X assinar com OTP". A Claude pede o link de upload — o arquivo vai direto ao SignDocs.
  2. A Claude monta a chamada create_signing_session com nome, e-mail, CPF/CNPJ e o perfil de autenticação, mostra o resumo e espera a confirmação da analista. Esse é o primeiro controle: humano, no cliente.
  3. O servidor MCP repassa a chamada à API com a credencial da equipe. Aqui valem a cota e os limites de requisições da credencial — segundo controle, no servidor.
  4. A sessão é criada. O evento SIGNING_SESSION.CREATED sai pelo webhook registrado para aquela credencial e chega ao seu sistema como chegaria se a sessão tivesse sido criada por código — terceiro controle: o registro no sistema da empresa, independente do chat.
  5. Quando o cliente assina, SIGNING_SESSION.COMPLETED chega ao mesmo webhook. O seu sistema baixa o documento e a evidência e arquiva. A analista pode perguntar à Claude "já assinou?", mas o sistema não depende disso.

O ponto central: a Claude é um canal de entrada, não o sistema de registro. Tudo o que ela cria passa pela mesma API, dispara os mesmos webhooks e gera as mesmas evidências. O que você já construiu para a integração REST — fila de webhooks, reconciliação, arquivamento — continua valendo sem nenhuma adaptação. Se ainda não construiu, comece por webhooks e eventos e webhooks em fila.

Governança: quem envia, quanto, e como provar

Quem pode enviar

Quem tem a credencial envia. Portanto, a credencial é o controle de acesso. Recomendações práticas:

  • Uma credencial por equipe, com nome que diga a quem pertence. Rotacione o segredo quando alguém sai da equipe.
  • Credenciais de homologação e de produção separadas, e o endpoint de produção configurado só para quem já demonstrou domínio do fluxo em homologação.
  • Nos clientes que suportam aprovação automática de ferramentas, mantenha as ferramentas sensíveis fora da lista de aprovação automática.

Quanto pode ser gasto

A cota é por credencial e por documento. Um envelope com cinco signatários consome um documento. A Claude não tem como ultrapassar a cota: o servidor devolve o erro e a Claude o repete para a pessoa. Os limites de requisições e as respostas 429 estão em rate limits e idempotência; a lógica de custo em quanto custa a API.

Como provar depois

Cada assinatura concluída tem um pacote de evidências (.p7m) com quem assinou, quando, IP, geolocalização, dispositivo e método de autenticação, verificável de forma independente no verificador público. O fato de o envio ter nascido numa conversa com a Claude não muda o pacote: a evidência é da transação, não do canal. Veja o pacote de evidências e a verificação pública.

Uma regra que vale gravar: o transcript do chat nunca é a fonte de verdade sobre o que aconteceu. A fonte é o que chegou pelo webhook, o que está em GET /v1/transactions/{id} e o pacote de evidências. Se a Claude disser que enviou e o webhook não chegou, foi o webhook que tem razão.

Casos em que a Claude com credencial rende mais

  • Operação sem painel. Equipes que já vivem no Claude Code ou no Desktop resolvem o envio, o acompanhamento e a cobrança de pendentes sem abrir outra tela.
  • Suporte interno. "Que status tem a transação do cliente Y?" ou "reenvia o código para a Ana" viram uma frase, com a Claude chamando list_transactions, get_transaction e resend_signing_session_otp.
  • Depuração da integração. Pedir "testa o webhook cadastrado" dispara test_webhook, que envia um evento real assinado com HMAC ao seu endpoint — o jeito mais rápido de conferir a fila do outro lado.
  • Agentes próprios. Com a Messages API e o parâmetro mcp_servers, um agente de compras pode preparar o envelope do contrato assim que a aprovação sai — com um humano confirmando o disparo. Fluxos fixos e de alto volume continuam melhores na API REST ou no nó do n8n.

Checklist de implantação

  1. Credencial de homologação criada; plugin ou extensão instalado apontando para mcp-hml.
  2. Webhook registrado (pelo painel, pela API ou pedindo à Claude) e recebendo SIGNING_SESSION.CREATED e COMPLETED no seu sistema.
  3. Um envio completo em homologação, do link de upload à evidência baixada, feito por alguém da equipe sem ajuda técnica.
  4. Política escrita: quem tem credencial, o que é aprovado automaticamente (nada sensível) e onde o documento assinado é arquivado.
  5. Credencial de produção emitida no plano sob medida; endpoint trocado para mcp.signdocs.com.br apenas nos clientes autorizados.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre usar a Claude com a conta pessoal e com credencial de API?

A conta pessoal é para pessoa física: entra com o login do aplicativo, já está em produção e recebe 13 ferramentas, sem listagem nem webhooks. A credencial de API é o caminho de pessoa jurídica e integradores: ambiente de homologação gratuito antes da produção, as 24 ferramentas do servidor (incluindo listar sessões e transações e gerenciar webhooks), cota do plano sob medida e webhooks chegando ao seu sistema como em qualquer integração REST.

Posso testar a Claude sem gastar cota real?

Sim. Aponte o plugin ou a extensão para o endpoint de homologação https://mcp-hml.signdocs.com.br/mcp com uma credencial de homologação. Nada tem efeito jurídico, a biometria é simulada e os dados expiram em 7 dias. Quando a equipe dominar o fluxo, emita a credencial de produção no plano sob medida e troque o endpoint para mcp.signdocs.com.br apenas nos clientes autorizados.

Os envios feitos pela Claude aparecem no meu sistema?

Sim, sem adaptação. Tudo o que a Claude cria passa pela mesma API da credencial, então os eventos SIGNING_SESSION.CREATED, SIGNING_SESSION.COMPLETED e os demais saem pelos webhooks registrados para aquela credencial e chegam ao seu endpoint exatamente como chegariam se a sessão tivesse sido criada por código. A fila de webhooks, a reconciliação e o arquivamento que você já tem continuam valendo.

Como controlo quem da equipe pode enviar documentos?

Pela credencial: quem a tem, envia. Use uma credencial por equipe ou por ambiente, com nome identificável, e rotacione o segredo quando alguém sai. Mantenha as ferramentas sensíveis (criar, cancelar, registrar e remover webhooks) fora de qualquer aprovação automática do cliente, para que a confirmação humana continue acontecendo antes de cada envio. A cota é por credencial, então o gasto de cada equipe fica visível.

A Claude pode ultrapassar a cota ou os limites da credencial?

Não. A cota por documento e os limites de requisições são aplicados pelo servidor, não pelo cliente. Quando a cota acaba ou o limite é atingido, a API devolve o erro correspondente e a Claude o repete para a pessoa. Um envelope com vários signatários consome um único documento. Cancelar não devolve o documento à cota.

O que serve de prova quando o envio nasceu numa conversa com a Claude?

O mesmo de qualquer envio: o pacote de evidências (.p7m) da transação, com quem assinou, quando, IP, geolocalização, dispositivo e método de autenticação, verificável no verificador público, mais o que chegou pelos webhooks e o que GET /v1/transactions/{id} retorna. O transcript do chat não é fonte de verdade; se a Claude disser que enviou e o webhook não chegou, confie no webhook.

Coloque a Claude na operação da sua equipe com uma credencial de homologação

Crie a credencial, aponte o plugin para o sandbox e faça o primeiro envio completo sem gastar cota real. Quando estiver pronto para produção, o time comercial dimensiona o plano sob medida.

Criar credenciais de homologação Fale com o time comercial