ChatGPT vs Claude para Assinar Documentos via MCP: O Que Cada Um Realmente Executa

O servidor MCP da SignDocs é um só e fala com qualquer cliente compatível com o padrão. Mas "conectar" e "executar" são coisas diferentes. Em 25 de agosto de 2026, testamos o mesmo pedido de assinatura, com o mesmo contrato de ferramentas e o mesmo CPF, no ChatGPT e na Claude. Os dois descobriram o servidor e listaram as ferramentas; só um deles enviou o documento. Este comparativo conta o que aconteceu, por que o CPF está no centro da diferença e o que isso significa na prática para quem quer assinar documentos conversando com uma IA.

Antes de tudo, uma delimitação honesta: o que segue é a nossa medição, naquela data, com os clientes tal como estavam. Não descrevemos políticas internas de nenhum fornecedor nem prometemos que algo vai mudar. O que podemos afirmar é o que o log do nosso endpoint registrou.

O que é igual: um endpoint, o padrão MCP

O servidor MCP da SignDocs expõe a assinatura eletrônica como ferramentas — criar sessão, criar envelope, subir documento, consultar status, baixar evidências, verificar documentos — sobre a mesma API REST que move o aplicativo. Ele segue o padrão aberto (Streamable HTTP + OAuth 2.1), então tanto a Claude quanto o ChatGPT em modo desenvolvedor conseguem apontar para https://mcp.signdocs.com.br/mcp, fazer o handshake inicial e listar o catálogo.

Até aqui, os dois se comportaram igual. O log mostra, para ambos, a inicialização e a listagem de ferramentas chegando ao servidor. A diferença apareceu na primeira ação que carrega um dado pessoal obrigatório.

Por que o CPF está no meio do caminho

Na SignDocs, todo signatário é identificado por CPF ou CNPJ, em qualquer nível de autenticação, do clique simples ao certificado ICP-Brasil. Não é um capricho de formulário: é o que amarra a evidência a uma pessoa determinada e o que a trilha de auditoria registra. Sem esse campo, a API recusa a criação da sessão — e nada é descontado da cota.

Consequência para o canal de IA: a ferramenta create_signing_session precisa transportar o CPF do signatário do chat até o servidor. Um cliente que não encaminhe a chamada com esse dado não consegue enviar documentos, por mais que descubra e liste as ferramentas.

O que aconteceu na medição de 25/08/2026

Etapa ChatGPT Claude
Descobrir o servidor e listar ferramentas Sim Sim
Pedir o link de upload do documento Sim, a chamada chegou Sim
Criar a sessão de assinatura com o CPF do signatário A chamada não chegou ao servidor Chegou; resposta 200 em cerca de 7,5 s; sessão criada
O que o assistente disse ao usuário Que a SignDocs havia bloqueado o envio e que a cota não fora consumida Que o link de assinatura estava pronto
Cota Intacta Debitada, como esperado

Dois detalhes merecem destaque porque afetam a confiança no canal, não só a conveniência:

  • A recusa foi atribuída a nós. O ChatGPT narrou um bloqueio "da SignDocs". O log do endpoint mostra que a chamada de criação simplesmente não existiu naquela janela — a inicialização, a listagem e o pedido de upload chegaram; a criação, não.
  • Em uma das rodadas, a ação aconteceu e o resultado foi escondido. A chamada chegou (resposta 201, cota debitada, e o documento acabou assinado depois), mas o assistente informou ao usuário que o envio tinha sido bloqueado e que nada fora consumido. Ou seja: um ato com validade jurídica concluído e não reportado a quem o pediu.

Na Claude, o mesmo fluxo executou de ponta a ponta, com o cliente pedindo confirmação humana antes de disparar a ferramenta consequente — comportamento que o servidor sinaliza por anotações e que o cliente respeita.

Comparativo lado a lado

Critério ChatGPT (modo desenvolvedor) Claude (claude.ai, Code, Desktop, API)
Conexão ao servidor MCP Pelo padrão aberto, apontando para o endpoint Conector personalizado no claude.ai, claude mcp add no Claude Code, extensão .mcpb no Desktop, parâmetro de servidores MCP na API
Login com a conta SignDocs (pessoa física) Sim — entra com a conta do app; testado por nós, e a chamada com CPF também não foi encaminhada Sim — entra com a conta do app, sem credencial e sem instalar nada
Ferramentas listadas Sim Sim (13 no modo conta, 24 com credencial de API)
Envio de documento para assinatura (chamada com CPF) Não executou na nossa medição Executou
Consulta e verificação (status, evidências, verificar documento) Chamadas sem dado pessoal chegaram ao servidor Sim
Confirmação humana antes de ações consequentes Depende do cliente Sim, observada
Status na SignDocs Compatível com o padrão MCP Testado e suportado; guia passo a passo e plugin oficial

O que isso muda na prática

Para enviar, a superfície testada é a Claude

Se o objetivo é assinar — criar a sessão, mandar o link, acompanhar, baixar a evidência — o caminho que executou de ponta a ponta é a Claude. O guia de integração com a Claude mostra como conectar em menos de um minuto com a própria conta do aplicativo; quem é pessoa jurídica usa credencial de API e pode começar na homologação.

O ChatGPT serve, hoje, para consultar e verificar

As chamadas que não carregam dado pessoal chegaram normalmente. Isso cobre um uso real: pedir o status de uma assinatura, confirmar hashes e validade pelo verificador público (verify_evidence, verify_envelope) ou detectar assinaturas num PDF (verify_document, que consome cota e só existe em produção). Para esse recorte, apontar o ChatGPT para o endpoint funciona pelo padrão — sem suporte dedicado da nossa parte.

O transcript não é prova, em nenhum cliente

A rodada em que a ação foi concluída e reportada como bloqueada é a lição mais importante deste teste, e ela vale para qualquer assistente: a narração do modelo não é o registro do que aconteceu. A verdade está no e-mail de conclusão, na lista de documentos no aplicativo e, para quem integra, nos webhooks e na consulta de status pela API. Trate o chat como o lugar de pedir, não como o lugar de conferir.

Por que não simplesmente tirar o CPF da chamada? Porque é ele que torna a evidência atribuível a uma pessoa determinada. Um desenho em que o próprio signatário informa o CPF na página de assinatura, e a ferramenta manda só nome e e-mail, é uma direção possível para canais de IA — mas não é o que existe hoje, e não prometemos data. Enquanto o envio exigir o CPF na chamada, o cliente precisa encaminhá-lo.

Como reproduzir o teste

  1. Conecte o cliente ao endpoint https://mcp.signdocs.com.br/mcp (com credencial de API, use a homologação: nada do que criar vale ou consome cota real).
  2. Peça a cota disponível — confirma a conexão sem dado pessoal.
  3. Peça o link de upload e suba um PDF.
  4. Peça a criação da assinatura com nome, e-mail e CPF numa mensagem só, com o nível "clique + código por e-mail".
  5. Confira o resultado fora do chat: no aplicativo, a assinatura existe? A cota mudou? Com credencial de API, o GET /v1/transactions/{id} responde?

O passo 5 é o teste de verdade. Um assistente que narra sucesso sem sessão no app, ou bloqueio com sessão criada, não é um assistente em que se pode delegar um ato jurídico.

O que a medição não diz

Um teste de um dia, com dois clientes, responde a uma pergunta estreita: "este pedido, com este dado, chegou ao servidor?". Ele não responde a várias outras, e é bom deixá-las explícitas para ninguém tirar conclusão maior do que a evidência suporta:

  • Não diz por que a chamada não foi encaminhada. Vemos o efeito no nosso log — a ausência da requisição — e a narração do assistente. O mecanismo do lado do cliente não é observável por nós, e não vamos especular sobre ele.
  • Não diz que vai continuar assim. Clientes de IA mudam com frequência. A data está no título da tabela justamente para que a leitura seja "em 25/08/2026", não "para sempre".
  • Não compara qualidade de modelo. Redação de contrato, resumo de trilha de auditoria, raciocínio sobre cláusulas — nada disso foi medido. O recorte é exclusivamente a execução da ferramenta de envio.
  • Cobre os dois modos de acesso. Testamos o ChatGPT com credencial de API e também com login pela conta pessoal (pessoa física): nos dois casos a chamada que carregava o CPF do signatário não foi encaminhada. A restrição está no cliente, não no modo de autenticação.

O que a medição diz, com segurança, é o suficiente para uma decisão prática: quem quer enviar documentos por um assistente hoje deve usar a superfície que executa o envio e confere o resultado fora do chat.

Perguntas que recebemos desde então

"Posso usar os dois: redigir no ChatGPT e enviar pela Claude?" Pode, e é um fluxo comum. O PDF final sobe pelo link de upload da ferramenta, que não passa pelo chat de nenhum dos dois; a origem do texto é indiferente para a plataforma.

"Se o CPF é o problema, posso mandar o CNPJ?" Para signatário pessoa jurídica, o campo é o CNPJ, com os mesmos 14 dígitos exigidos pela API. Não testamos se a chamada com CNPJ é encaminhada pelo ChatGPT; não presuma que sim.

"E a validade jurídica muda conforme o assistente?" Não. O assistente é só o canal que monta a chamada. A sessão criada, a autenticação do signatário, a trilha de auditoria e o pacote de evidências são os mesmos que o aplicativo e a API produzem. O guia de pacote de evidências descreve o que fica registrado.

"Vale a pena esperar o diretório oficial de conectores?" Não precisa. Adicionar o conector à mão no claude.ai dá o mesmo resultado que instalar de um diretório: as mesmas ferramentas, a mesma conta, a mesma cota.

Compatível não é a mesma coisa que testado

O servidor é aberto e continuará aberto: VS Code, agentes próprios e outros clientes conectam pelo mesmo endpoint, e é assim que deve ser. Mas "compatível com o padrão" descreve o protocolo, não o resultado. Para a integração que testamos de ponta a ponta, mantemos guia, plugin e suporte; para as demais, o padrão MCP é o contrato, e o teste acima é o seu para fazer. Quando um novo cliente executar o envio com CPF de forma confiável, esta página será atualizada com a data da medição.

Perguntas Frequentes

O ChatGPT consegue se conectar ao servidor MCP da SignDocs?

Sim. O servidor segue o padrão aberto MCP (Streamable HTTP + OAuth 2.1), e o ChatGPT em modo desenvolvedor faz a inicialização e lista as ferramentas normalmente; na nossa medição, as chamadas sem dado pessoal, como o pedido de link de upload, também chegaram ao servidor. A diferença apareceu na criação da sessão de assinatura, que carrega o CPF do signatário: essa chamada não foi encaminhada. Conectar e executar são coisas diferentes.

Por que o CPF do signatário é obrigatório?

Porque é o que amarra a evidência a uma pessoa determinada. Na SignDocs, todo signatário é identificado por CPF ou CNPJ em qualquer nível de autenticação, do clique simples ao certificado ICP-Brasil, e a trilha de auditoria registra esse vínculo. Sem o campo, a API recusa a criação da sessão e nada é descontado da cota. Para um canal de IA, isso significa que a ferramenta de criação precisa transportar o CPF do chat até o servidor.

O que exatamente aconteceu no teste com o ChatGPT?

Em 25 de agosto de 2026, com o mesmo pedido, o mesmo contrato de ferramentas e o mesmo CPF usados na Claude, o log do endpoint registrou a inicialização, a listagem e o pedido de upload vindos do ChatGPT, mas nenhuma chamada de criação de sessão. O assistente informou ao usuário que a SignDocs havia bloqueado o envio e que a cota não fora consumida. Em uma rodada distinta, a chamada chegou e a sessão foi criada, mas o resultado foi reportado como bloqueio: um ato concluído e não informado a quem pediu.

Então para que o ChatGPT serve com a SignDocs hoje?

Para consultar e verificar. As ferramentas que não carregam dado pessoal chegaram ao servidor: status de uma assinatura, verificação de evidência e de envelope pelo verificador público e detecção de assinaturas em um PDF com verify_document, que consome cota e só existe em produção. Para esse recorte, apontar o ChatGPT para o endpoint funciona pelo padrão MCP, sem suporte dedicado da nossa parte. Para enviar documentos, a superfície testada de ponta a ponta é a Claude.

Como sei se a assinatura realmente foi criada, seja qual for o assistente?

Não pelo transcript. Um modelo pode narrar um bloqueio que não houve ou um sucesso que não aconteceu, e nós vimos os dois. Confira fora do chat: o e-mail de conclusão, a lista de documentos no aplicativo e, para quem integra, os webhooks SIGNING_SESSION.COMPLETED e ENVELOPE.ALL_SIGNED e a consulta GET /v1/transactions/{id} pela API. Trate o chat como o lugar de pedir, não de conferir.

A SignDocs vai mudar algo para o ChatGPT funcionar?

Não prometemos data nem descrevemos políticas de nenhum fornecedor. Uma direção possível é o próprio signatário informar o CPF na página de assinatura, com a ferramenta mandando só nome e e-mail, o que tiraria o dado pessoal da fronteira do conector; mas isso não é o que existe hoje. O servidor continua aberto a qualquer cliente compatível, e esta página será atualizada com a data da medição quando um novo cliente executar o envio com CPF de forma confiável.

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